Já há algum tempo, a comida japonesa virou um hábito para os brasileiros, agradando pessoas de todas as idades. Muitos acreditam que, por ser feita com alimentos naturais e nutritivos, como peixes, frutas, legumes e algas marinhas, pode ser consumida à vontade. Mas, a história não é bem assim devido a uma série de fatores. Para começar, o arroz – que compõe a alma da culinária, o sushi – é preparado com grande quantidade de açúcar, sal e vinagre. Além de lançar mão do arroz branco, pobre em fibra, a iguaria ainda é acrescida de açúcar, ingrediente que aumenta ainda mais o índice glicêmico, e de sal, responsável pela absorção desses carboidratos.
Outro ponto negativo da ingestão em excesso é a utilização dos molhos soyo, que possui grande quantidade de sódio – mesmo o light -, e do tarê, que tem muito açúcar. Há ainda a presença do glutamato monossódico, realçador de sabor muito utilizado nesses molhos, cujos estudos relacionam seu uso com a maior incidência de câncer de garganta e língua. Há também, a utilização do cream cheese e de outros queijos, a exemplo do chedar, que agregam gordura ruim ao alimento e aumentam a inflamação do organismo.
Minha ideia para discorrer sobre esse tema, entretanto, não é para falar mal da comida japonesa e, sim, tecer orientações acerca do seu consumo e sugestões nutritivas:
1) Dê preferência ao sashimi, prato elaborado apenas com o peixe cru, pois assim você irá consumir maior quantidade de proteína e de gordura boa ao organismo. Além disso, conta com propriedades anti-inflamatórias e contribui para baixar a pressão arterial.
2) Opte também pelas preparações que utilizam alga, como hossomaki, uramaki e temaki. As algas são fontes de iodo, lignanas e fitonutrientes importantes para o metabolismo e saúde do organismo.
3) Evite as opções fritas: hot´s, tempurá. São altamente inflamatórias por combinar gordura em alta temperatura e carboidratos, o que aumenta a produção de substâncias tóxicas (acroleina) ao organismo e AGE´s, espécies reativas de oxigênio, que aumentam o estresse oxidativo e, consequentemente, a possibilidade de câncer.
4) Abuse dos temperos: wasabi, raiz forte (por ser um potente bactericida), gengibre (excelente antiinflamatório, antioxidante, desintoxicante) e conserva de pepino (diurética).
5) Cuidado com a procedência do salmão consumido. Muito se questiona sobre a possibilidade de contaminação por mercúrio. Outro fator que deve ser levado em conta é a baixa quantidade de ômega presente nesse tipo de peixe no Brasil, que é criado em cativeiro.
6) Como costumo falar com meus pacientes, pode-se comer um pouco de tudo! O importante é ter moderação. Não deixar que o de vez em quando vire um de vez em sempre. A comida japonesa no Japão é utilizada em datas comemorativas, ou seja, devemos comer de forma pontual e não diariamente.
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Matéria escrita para o site: www.lucianaavelino.com.br
Aprendi a relacionar com minha alimentação. Me senti acolhida e compreendida.
Sempre tive muita resistência em me consultar com nutricionistas. As poucas experiências que tive me marcaram por falta de escuta e de sensibilidade por parte dos profissionais. E assim foi caminhando e criando muita dificuldade de trabalhar a nutrição do meu corpo ao longo da vida. Nutrição física e emocional vindas de experiências muito delicadas. Com a Lígia aprendi a relacionar com minha alimentação. Me senti acolhida e compreendida. A todo momento o meu tempo e minhas limitações foram respeitadas. Meu olhar sobre mim e sobre os alimentos se tornou cada vez mais gentil e aprendi a entender meu corpo e minhas necessidades. Consultas maravilhosas com aprendizado, troca e apoio. Hoje sinto prazer em me alimentar. E isso faz muita diferença para minha vida. Muito grata por conhecê-la e receber seus cuidados! Mariana Lobato