Dormir bem não é um luxo.
É uma necessidade básica, tão vital quanto comer e respirar.
Mesmo assim, milhões de brasileiros silenciam o sintoma da insônia todas as noites com medicação — sem tratar o que realmente está por trás desse desequilíbrio.
Segundo a Associação Brasileira do Sono, mais de 73 milhões de pessoas no Brasil convivem com distúrbios do sono. E esse número só cresce.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que 8,5% dos brasileiros fazem uso frequente de medicamentos para dormir — o que representa mais de 11 milhões de pessoas. Entre as mulheres, o número sobe para 11,5%.
Durante e após a pandemia, a venda desses medicamentos aumentou mais de 30%, atingindo quase 90 milhões de caixas comercializadas entre 2019 e 2023.
Um dos líderes de venda é o zolpidem, cujo consumo saltou de 10,5 milhões de caixas em 2017 para 23,4 milhões em 2020 — um crescimento de 121,5%. E, junto com esse crescimento, aumentaram também os relatos de alucinações, amnésia, dependência e uso abusivo.
O dado é alarmante. Mas o que ele revela é mais profundo: há algo de desregulado nas nossas rotinas, emoções, ritmos e relações com o próprio corpo.
Dormir pouco ou mal não é algo que o corpo ignora.
A ciência já comprovou: o sono regula praticamente todas as funções do organismo.
Dormir mal afeta:
🧠 O humor e o equilíbrio emocional
🍽 A fome e a saciedade (aumentando o risco de compulsão)
🔥 O metabolismo e o controle de peso
🦠 A imunidade
🧏🏽♀️ A memória e a concentração
😴 A energia e disposição para o dia a dia
Além disso, noites ruins aumentam o cortisol, prejudicam a sensibilidade à insulina, favorecem o acúmulo de gordura abdominal e inflamam silenciosamente o corpo.
A resposta não está só no travesseiro.
Maus hábitos noturnos, estímulo excessivo à noite, estresse crônico, alimentação desorganizada e falta de exposição solar são fatores que atrapalham — e muito — a produção natural de melatonina, o hormônio que prepara o corpo para dormir.
E aí, na tentativa de funcionar no dia seguinte, entra-se num ciclo: mais café de manhã, mais remédio à noite… e o corpo vai se desconectando dos próprios sinais.
A medicação pode, sim, ser útil em casos específicos e sob prescrição médica. Mas o uso contínuo sem olhar para a causa é um caminho perigoso e limitado.
Quando o corpo precisa de remédio toda noite para desligar, algo está pedindo ajuda — e a ajuda real começa com mudança de estratégia, rotina e nutrição.
✅ Evite telas e luz branca 1h antes de dormir
✅ Prefira iluminação amarelada no fim da tarde
✅ Reduza cafeína e álcool à noite
✅ Jante mais cedo e com leveza
✅ Crie um ritual de desaceleração: meditação, leitura, respiração, óleos essenciais
A nutrição tem um papel central na regulação do sono.
Não apenas pelo que você come, mas quando e como você come.
Rotinas alimentares caóticas (como beliscar o dia inteiro ou jantar tarde e pesado) prejudicam os ciclos hormonais e dificultam o adormecer natural.
Na nutrição funcional, tratamos o sono como um sintoma de fundo — que envolve intestino, fígado, sistema nervoso, estilo de vida e emoções.
Por isso, o cuidado precisa ser individualizado, leve e estratégico.
Se você sente que não dorme bem, vive cansada, tem insônia frequente ou depende de remédio para relaxar, você não está sozinha.
A boa notícia é que é possível melhorar o sono com estratégias naturais, acessíveis e duradouras.
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Você merece acordar com mais energia — e viver seus dias com mais presença.
Atualizada, Atenta e Muito Humana!
Lígia Oliveira é uma profissional diferenciada, pois entra na nossa vida como grande parceira. Ela percebe e respeita nossas limitações e sabe usar nossas virtudes a favor dos melhores resultados. Sempre acolhedora e firme, celebra nossas conquistas e nos estimula na medida certa quando tropeçamos nos desafios. Cuidar da minha saúde e do meu bem-estar tornou-se algo muito prazeroso porque sei que conto com uma assessoria atualizada, atenta e muito humana. Giselle Borges.